terça-feira, 14 de agosto de 2012

In your love, my salvation lies


You know sister,
It’s a long road we have been walking on.
Such a long road...
and you are always standing by my side.
But, sister, you know I’m so broken.
I’ve lost all care for the things we once had,
all care for things we’ve never had.
All that trying has made me tired.
And it’s strange that I cannot find any strength
to even try.
All that suffering we have witnessed
just remind me how endless our effort can be,
how endless you can fall. 
But well...
Here is what I know sister,
In your love. my salvation lies.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tu

Lamento,
Tenho pena de ti.
Tudo em ti é tão infeliz,
tudo em ti se contradiz.
As tuas acções são impuras,
os teus gestos dão dividendo.
Nunca construíste uma vida,
mas soubeste sempre destruir tudo em redor.
Como podes ser uma alma tão vazia?
Como podes viver da hipocrisia?
Já te disse,
tenho pena de ti.
Por favor,
mantém-te longe de mim.

domingo, 27 de maio de 2012

She and They

           The train trip seemed to last forever.

Glancing out the window, she pretended to be interested in the banal landscape. She was having some troubles to discipline her chaotic thoughts. Memories just kept rolling through her mind like a reel of a movie…

“Come back to bed, dear. It`s the middle of the night.” Amanda`s thoughts were abruptly interrupted. She had been staring at a window with the lights on, in the apartment in front, and at a shadow of a man striding back and forth, agitated, like a soul in torment. It seemed that she was not the only one who couldn’t find some peace that night. “I thought you were still asleep”, she replied, wishing that was true. “Well, you know, I missed your warm body beside me”. He kissed her on the neck and, sliding his hands under her night dress, he stroked her firm breasts. In a moment, he slipped of her dress, leaving her perfect and delicate body naked before him. Then, he gripped her soft and thin waist and leaned his body against hers. It took less than 5 minutes for him to satisfy himself and, when it was over, she was the one who drew away first. Once more, he did not even notice. “Now lets go to bed”, he demanded. “Go on, I need a drink first”, she lied. He soon felt asleep.  Seeing him like that she realized how little she found him attractive. In fact, she felt despiteful and dirty to have shared a bed with him. Felling lonely and lost, she had made a mistake with the first good-looking man who appeared and was kind to her. But many of those bad mistakes came along…

“It must have to stop!” she said out loud. The elderly man seated in front of her just stared with his eyes wide open. Embarrassed, she faked a small smile and looked away, finding again refugee in that old, dry and fatigued landscape so compatible to her spirit.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O agora

Calor inquietante.
Copo de vinho tinto ansiolítico.
Estudo sem rendimento.
Sono que tarda em chegar.
Corpo inútil.
Cama cansada.
Mente só.
O stress do quotidiano.
A angústia do amanhã.
Pensamentos confusos.
Palavras mentirosas.
Aparentemente sãs.

domingo, 16 de outubro de 2011

A Veracidade das Relações...

É muito romântico dizer que eu não era “nada” até tu (alguém especial) teres entrado na minha vida. Mas, simplesmente, não é verdade. O pior é que exerces sobre mim (mesmo que inconscientemente) uma pressão enorme para ser toda a espécie de coisas que tu queres que eu seja. Não querendo desiludir-te, estou a esforçar-me terrivelmente para desempenhar esses papéis. Cresce o ressentimento. Nasce a raiva. Até que, para me salvar a mim mesma e a nossa relação, começo a reclamar o meu verdadeiro Eu, Quem Eu Realmente Sou. É nessa altura que tu dizes que eu estou demasiado mudada.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Praga

Sou como tu,
Praga.
Cidade dos sete pecados mortais,
Cidade sabida,
mas que opta por estradas erradas.
Cidade aos nossos olhos harmoniosa,
mas de uma instabilidade atroz.
Cidade aparentemente bem estruturada,
mas confinada a becos sem saída.
Cidade moçoila,
que se dá falsamente a conhecer.
Cidade velha,
que menospreza a sua própria podridão.
Cidade convidativa mas hostil,
Cidade danificada pelas multidões,
Cidade solitária,
Cidade dos que caminham sem rumo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Life

I like to compare life to a marathon. We are constantly fighting against time, against competition, against obstacles that cross our way, against the uncertainty of whether we still have the strength to reach the goal we have set initially. We forget that sometimes we can stop running for a while and breathe...stop to think a little bit (especially about ourselves) and not let us be absorbed by the constant stress that surround us. I know there are factors we can not control; however, I hope to be able to "soften" the step everytime I face exhaustion.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

He

He felt as if he was in a computer game.

I asked him if, at some point, he`d recognized that what was happening could be only from his imagination. He replied “no”, it all seemed real and it was like an "uncontrollable impulse."

Then I asked him what did he feel about all those past events and his response was surprising: “nothing”. He felt absolutely nothing.

He was aware of his illness, the importance of continuing to take the medication, he was grateful for the concern and help of his family and friends and, after being discharged from the Hospital, he planned to get a job in the area he was an expert. However, he emphasized the apathy he felt about everything, all the emotions and feelings he didn`t have.

Throughout the interview, I found myself thinking how unfair the life of this young man was. He was good-looking, intelligent, had a good sense of humor, among other qualities that would envy anyone of us, but, due to an illness from which he had no guilt or control, he was living an "empty accommodated" life.   

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Sentido da Vida...

   Buda, enquanto percorria o seu caminho de descoberta de si próprio como forma de chegar a um estado de constante equilíbrio e felicidade, chegou às seguintes conclusões:

   - Existe sofrimento (este é de tal forma constante que a maioria das pessoas já não sabe viver sem ele);

   - É, por isso, necessário compreender a causa deste sofrimento. E, independentemente da sua causa principal (que muitas das vezes é externa/incontrolável por nós), existe sempre uma causa relacionada com a perturbação da nossa mente, da nossa espiritualidade;

   - É sobretudo este “abalo mental” que nos põe doentes e isto acontece quando a nossa mente se encontra distorcida pelo Apego, pela Aversão ou pela Neutralidade que temos em relação aos outros (sejam seres ou objectos);

   - Assim, é necessário encontrar o caminho, que só nós próprios o sabemos como sendo o melhor, como forma de colmatar a doença e atingir o Amor puro, altruísta, por nós próprios e pelos outros (já que este é a base de tudo);

   Para conseguirmos compreender isto melhor (sobretudo o 3º tópico), o Mestre Budista deu o exemplo da maioria dos casais. Na verdade já não é o Amor primário/puro/altruísta que os une (porque pressupõem-se que este sentimento seja mútuo, sentido pelas 2 pessoas) mas sim o apego por terem partilhado tanta coisa durante tantos anos…e é este apego que os torna dependentes, com medo de perder alguém para sempre e, consequentemente, mais vulneráveis ao sofrimento. Deste apego, muitas vezes, resulta a aversão (manifestado pela incompreensão, raiva e cólera) e acaba no estado mais grave, o da Neutralidade/Apatia (manifestado pelo desinteresse e/ou preocupação desadequada das coisas).

   - Qual é a Cura? A nossa motivação interna, as nossas acções, a nossa forma de estar e ver o mundo…

   O Mestre acabou a explicação dizendo que os nossos pensamentos, palavras e acções têm consequências (“o que semearmos assim o colheremos”) mas isto não é algo imediato… Muitas das vezes não estamos à espera que certas condições meteorológicas nos destruam os campos em que, com tanto suor e afecto, semeámos e trabalhámos durante quase toda a vida. No entanto, por muito que assim pensemos sobre as desilusões da vida, tal não significa o fim de tudo mas sim o começo de algo muito melhor.

   E eu acredito nos ensinamentos de Buda.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Unreal future...

   And there they were…two desperate souls standing side by side, with no interest in trying to rebuild a damn thing. They would just met up for food, sleep and sex. The rest of the time, they would just left each other alone. They were not lovers, they weren’t friends either. They didn`t know what they were, but they were grateful for it. They were me and you…but the problem in fact is…I haven`t met you yet.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Não somos tão diferentes de um broto de batatas


      Armazena uma caixa de batatas num porão, por debaixo de uma janela, e verás que, mesmo nas condições mais adversas, os rebentos começarão a germinar. Embora com aspecto tão diferente dos rebentos verdes e saudáveis que se produzem quando germinados na terra, durante a Primavera, verás que crescerão 2 ou 3 pés em busca da luz distante que, hesitante, penetra por entre as fendas da janela. É uma expressão desesperada de tentarem ser plantas, mesmo quando acreditam que nunca atingirão o seu verdadeiro potencial. O mesmo se passa com aqueles cujas vidas se tornaram distorcidas, cruéis e, até mesmo, desumanas. Apesar dos seus poucos recursos lutam pela sobrevivência, empenham-se em crescer e, um dia, mesmo sem saberem, tornar-se-ão únicos e memoráveis.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Eddie Vedder - Guaranteed



On bended knee is no way to be free
Lifting up an empty cup, I ask silently
All my destinations will accept the one that's me
So I can breathe...

Circles they grow and they swallow people whole
Half their lives they say goodnight to wives they'll never know
A mind full of questions, and a teacher in my soul
And so it goes...

Don't come closer or I'll have to go
Holding me like gravity are places that pull
If ever there was someone to keep me at home
It would be you...

Everyone I come across, in cages they bought
They think of me and my wandering, but I'm never what they thought
I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts
I'm alive...

Wind in my hair, I feel part of everywhere
Underneath my being is a road that disappeared
Late at night I hear the trees, they're singing with the dead
Overhead...

Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite, forever orbiting
I knew all the rules, but the rules did not know me
Guaranteed.

domingo, 23 de janeiro de 2011

O passado

Via aquele bairro como a casa onde ia morar para sempre, os amigos eternos e as brincadeiras na rua infindáveis. Os Verões cheios de alegria e festa e os Invernos invadidos pelo cheiro a castanhas assadas. Ainda me recordo de todos os cafés e mercearias, de todas as pessoas, de todos os nomes…Há pouco tempo passei lá de carro e perguntei a mim própria o que fizera ao meu olhar de criança? Pareceu-me um mero bairro social, com prédios degradados, grafitados, um grupo de pessoas censuráveis ali e acolá…outrora um meio tão acolhedor. Ou será que foi sempre assim? Talvez tenha realmente perdido o meu olhar inocente, ingénuo, de criança…agora tão conspurcado como o de todos os outros.

sábado, 22 de janeiro de 2011

De cor...

É de cor que sabemos sempre tudo,
mesmo quando já o soubemos de uma outra forma.
Optamos por aquilo que sabemos de cor,
por aquilo que já está mais que sabido.
Porque, somente por uns instantes,
se a verdade original se revelasse,
não suportaríamos que nos ocupasse a vida.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Unlike you…

Stop! Stop looking at me with those eyes, staring at me but trespassing me…like I`m not even there. Stop, stop talking to them when you`re near me! I can`t see what you see, don’t you understand?! I do understand your suffer, your burdens…I do understand your need to talk, but I can`t help you. I`m sorry. Fuck…you just keep reminding me about your disease, about your daughter`s evil curse too…I can`t help you! Look, you`ve been living with this shit for more than 20 years so keep it to yourself! Can´t you see what you are doing to me? Now, I`m afraid of becoming like you, to have children like yours, to be out of this world…Go, go stuck in your room, open the draws, do your stupid rituals…stay away from me, let me rest, let me sleep, let me have some sanity for some hours.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Errar é humano

    Disse-te baixinho, num tom de brincadeira, a seguinte verdade: “tal como tu, as minhas acções não correspondem aos meus princípios e valores”. E tu, com o teu ar de bom vivan, anuíste com a cabeça. A verdade é que acabamos todos (ou quase todos) por cometer erros que afirmávamos que nunca iríamos cometer, por fazer coisas que outrora dissemos que nos repugnavam ou por aceitar outras que considerávamos inaceitáveis. Percorremos um fado incerto, que não nos permite assegurar a 100% de que seremos fiéis ao caminho que traçámos ou, sequer, de que seremos fiéis a nós próprios. Por isso, tropeçamos, caímos, mas temos sempre a hipótese de levantar outra vez, tentar melhorar as nossas acções e sermos prudentes ao ponto de saltarmos sobre as mesmas pedras que se intrometem no nosso caminho. Ninguém é perfeito. Errar é humano. Aliás, muitos de nós tem de agradecer a sua existência ao erro cometido pelos seus progenitores. O problema não está em errar, não vês? Errar é aceitares os teus erros como irremediáveis e estagnares na vida por mero comodismo ou conveniência. Isso sim, é errar. E o mais engraçado é que, no final, revoltas-te quando alguém comete o mesmo erro do qual tu vives e, com toda a tua moral que não tens, reprimes essa pessoa e consideras o seu erro imperdoável. Se não aceitas que sejam como tu então também não deverias aceitar-te dessa mesma forma. O mais triste de tudo isto é que tu não és excepção...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O melhor passa a correr

     Cheguei à Cidade Universitária. São 18:30h mas a noite já começa a tentar impor-se. Coloco os fones. Programo o relógio, é o sinal de partida. Começo a correr. Apenas ouço o som da música, dos meus passos e da minha respiração (agora normal mas não tarda a ficar ofegante). Corro…dei a primeira volta, 3 km, mas sei que ainda me esperam mais duas. Sei, por isso, que ainda tenho cerca de meia-hora, 30 minutos para não pensar em nada, cair no vazio, desligar-me do mundo, das pessoas com quem tenho que estabelecer algum tipo de relação. Estou só, sou eu sem ninguém, sem compromissos, sem responsabilidades, sem obrigações. Corro, mas as minhas pernas já começam a pesar…querem deixar-me para trás, quebrar este momento, lembrar-me da realidade. Continuo a correr, não lhes darei essa satisfação. Dou por mim e o percurso já está quase no fim. Cheguei. Parei. O meu coração parece que vai saltar do peito. Quero deixar o meu corpo, continuar a correr, fugir…mas ele não me deixa, sente-se cansado e impinge-me que pare. Não faz mal, para o próximo fim-de-semana cá estarei e só espero que consiga correr mais um bocadinho...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Keep lying or you`ll end up alone

      Sometimes I feel like a stranger chasing myself. Watching every move I make, every step I take and, after each moment, feeling closer to the end. Emptiness happens to be the final disclose. I see myself pretending the feelings are there for the world, shared with the people around me, keeping the truth away because that’s how relations can survive. In fact, I see that none of us is who we appear to be in the outside but we must maintain appearances to carry on. We are all a bunch of liars. Because lying it`s the key to ordinarily, to stability, to be accepted by others. If you always tell the truth you will end up alone.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Saudade

Há certas coisas que nos reconfortam porque sabemos que ainda estão lá, que existem e que nos fazem antecipar a saudade daquilo que ficará para trás, da sua ausência. Tu és uma delas. Sempre que entro em casa e te vejo, na maioria das vezes, sentado à secretária, embrenhado nos teus livros ou no quer que seja que o ecrã do computador te impõe à frente, sossego. É como uma paz interior por te ver, por saber que ainda existes. Quando chego, olhas-me e sorris. Observo o teu rosto envelhecido, vincado pelas mágoas da vida que constantemente te ameaçam deixar sem suporte tal como uma falésia desgastada pelas vigorosas e temerosas ondas do mar. Marcado pelas drogas que te consumiram o corpo mas que, ao mesmo tempo, o ampararam. Condenado a uma sina sem sorte, que te prende ao passado e que te desfigura o futuro. Vida injusta, esta tua, que premeia todo o teu esforço com obstáculos e desilusões. Mas nada foi em vão. Ensinaste-me lições de grande valor. Incutiste-me valores que poucos são aqueles que se podem gabar de os ter. Moldaste-me, não só com as tuas qualidades mas também com as tuas fraquezas. És parte de mim. Por isso sei que, quando partires, sentirei saudade mas nunca te direi adeus.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Qual é o oposto do amor? Certamente que a tua resposta será o ódio. Estás errado. A resposta certa é a indiferença. O ódio é, por si só, também um afecto que, porventura, pode ser melhorado. Por isso é que, nos dias de hoje, poucos são aqueles que amam, poucos são aqueles que sentem com veracidade os sentimentos que dizem sentir. Mas tu não foges à regra. Como forma de protecção ficas indiferente a tudo o que te rodeia. Jogas pelo seguro. Acomodas-te àquilo que não te faz feliz mas também não te faz triste, ou seja, que te é indiferente. Como forma de achares que, somente por uns instantes, soubeste o que é sentir a pura loucura das emoções optas por falsas escolhas que te proporcionam tal efeito, que aligeiram o crime de não estares a agir de acordo com os valores e as normas incutidos pela sociedade. No pior cenário tornam-se vícios. E depois? Voltas de novo à normalidade, à corrupção do quotidiano, à putrefacção das relações que se estabelecem por mero interesse mas que, por amparo teu, gostas de pensar que retratam a pura amizade. Cresces, casas-te, reproduzes-te, lutas constantemente pela estabilidade (pois dizem que assim é que deve ser feito), ficas velho, apodreces algures onde, por amor, te deixaram e, no final, sentes-te realizado. Percorreste o caminho ao qual estavas destinado, não fugiste ao padrão comum. Por fim morres embora saibas que há muito te tornaste um inválido.