sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Eddie Vedder - Guaranteed



On bended knee is no way to be free
Lifting up an empty cup, I ask silently
All my destinations will accept the one that's me
So I can breathe...

Circles they grow and they swallow people whole
Half their lives they say goodnight to wives they'll never know
A mind full of questions, and a teacher in my soul
And so it goes...

Don't come closer or I'll have to go
Holding me like gravity are places that pull
If ever there was someone to keep me at home
It would be you...

Everyone I come across, in cages they bought
They think of me and my wandering, but I'm never what they thought
I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts
I'm alive...

Wind in my hair, I feel part of everywhere
Underneath my being is a road that disappeared
Late at night I hear the trees, they're singing with the dead
Overhead...

Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite, forever orbiting
I knew all the rules, but the rules did not know me
Guaranteed.

domingo, 23 de janeiro de 2011

O passado

Via aquele bairro como a casa onde ia morar para sempre, os amigos eternos e as brincadeiras na rua infindáveis. Os Verões cheios de alegria e festa e os Invernos invadidos pelo cheiro a castanhas assadas. Ainda me recordo de todos os cafés e mercearias, de todas as pessoas, de todos os nomes…Há pouco tempo passei lá de carro e perguntei a mim própria o que fizera ao meu olhar de criança? Pareceu-me um mero bairro social, com prédios degradados, grafitados, um grupo de pessoas censuráveis ali e acolá…outrora um meio tão acolhedor. Ou será que foi sempre assim? Talvez tenha realmente perdido o meu olhar inocente, ingénuo, de criança…agora tão conspurcado como o de todos os outros.

sábado, 22 de janeiro de 2011

De cor...

É de cor que sabemos sempre tudo,
mesmo quando já o soubemos de uma outra forma.
Optamos por aquilo que sabemos de cor,
por aquilo que já está mais que sabido.
Porque, somente por uns instantes,
se a verdade original se revelasse,
não suportaríamos que nos ocupasse a vida.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Unlike you…

Stop! Stop looking at me with those eyes, staring at me but trespassing me…like I`m not even there. Stop, stop talking to them when you`re near me! I can`t see what you see, don’t you understand?! I do understand your suffer, your burdens…I do understand your need to talk, but I can`t help you. I`m sorry. Fuck…you just keep reminding me about your disease, about your daughter`s evil curse too…I can`t help you! Look, you`ve been living with this shit for more than 20 years so keep it to yourself! Can´t you see what you are doing to me? Now, I`m afraid of becoming like you, to have children like yours, to be out of this world…Go, go stuck in your room, open the draws, do your stupid rituals…stay away from me, let me rest, let me sleep, let me have some sanity for some hours.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Errar é humano

    Disse-te baixinho, num tom de brincadeira, a seguinte verdade: “tal como tu, as minhas acções não correspondem aos meus princípios e valores”. E tu, com o teu ar de bom vivan, anuíste com a cabeça. A verdade é que acabamos todos (ou quase todos) por cometer erros que afirmávamos que nunca iríamos cometer, por fazer coisas que outrora dissemos que nos repugnavam ou por aceitar outras que considerávamos inaceitáveis. Percorremos um fado incerto, que não nos permite assegurar a 100% de que seremos fiéis ao caminho que traçámos ou, sequer, de que seremos fiéis a nós próprios. Por isso, tropeçamos, caímos, mas temos sempre a hipótese de levantar outra vez, tentar melhorar as nossas acções e sermos prudentes ao ponto de saltarmos sobre as mesmas pedras que se intrometem no nosso caminho. Ninguém é perfeito. Errar é humano. Aliás, muitos de nós tem de agradecer a sua existência ao erro cometido pelos seus progenitores. O problema não está em errar, não vês? Errar é aceitares os teus erros como irremediáveis e estagnares na vida por mero comodismo ou conveniência. Isso sim, é errar. E o mais engraçado é que, no final, revoltas-te quando alguém comete o mesmo erro do qual tu vives e, com toda a tua moral que não tens, reprimes essa pessoa e consideras o seu erro imperdoável. Se não aceitas que sejam como tu então também não deverias aceitar-te dessa mesma forma. O mais triste de tudo isto é que tu não és excepção...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O melhor passa a correr

     Cheguei à Cidade Universitária. São 18:30h mas a noite já começa a tentar impor-se. Coloco os fones. Programo o relógio, é o sinal de partida. Começo a correr. Apenas ouço o som da música, dos meus passos e da minha respiração (agora normal mas não tarda a ficar ofegante). Corro…dei a primeira volta, 3 km, mas sei que ainda me esperam mais duas. Sei, por isso, que ainda tenho cerca de meia-hora, 30 minutos para não pensar em nada, cair no vazio, desligar-me do mundo, das pessoas com quem tenho que estabelecer algum tipo de relação. Estou só, sou eu sem ninguém, sem compromissos, sem responsabilidades, sem obrigações. Corro, mas as minhas pernas já começam a pesar…querem deixar-me para trás, quebrar este momento, lembrar-me da realidade. Continuo a correr, não lhes darei essa satisfação. Dou por mim e o percurso já está quase no fim. Cheguei. Parei. O meu coração parece que vai saltar do peito. Quero deixar o meu corpo, continuar a correr, fugir…mas ele não me deixa, sente-se cansado e impinge-me que pare. Não faz mal, para o próximo fim-de-semana cá estarei e só espero que consiga correr mais um bocadinho...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Keep lying or you`ll end up alone

      Sometimes I feel like a stranger chasing myself. Watching every move I make, every step I take and, after each moment, feeling closer to the end. Emptiness happens to be the final disclose. I see myself pretending the feelings are there for the world, shared with the people around me, keeping the truth away because that’s how relations can survive. In fact, I see that none of us is who we appear to be in the outside but we must maintain appearances to carry on. We are all a bunch of liars. Because lying it`s the key to ordinarily, to stability, to be accepted by others. If you always tell the truth you will end up alone.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Saudade

Há certas coisas que nos reconfortam porque sabemos que ainda estão lá, que existem e que nos fazem antecipar a saudade daquilo que ficará para trás, da sua ausência. Tu és uma delas. Sempre que entro em casa e te vejo, na maioria das vezes, sentado à secretária, embrenhado nos teus livros ou no quer que seja que o ecrã do computador te impõe à frente, sossego. É como uma paz interior por te ver, por saber que ainda existes. Quando chego, olhas-me e sorris. Observo o teu rosto envelhecido, vincado pelas mágoas da vida que constantemente te ameaçam deixar sem suporte tal como uma falésia desgastada pelas vigorosas e temerosas ondas do mar. Marcado pelas drogas que te consumiram o corpo mas que, ao mesmo tempo, o ampararam. Condenado a uma sina sem sorte, que te prende ao passado e que te desfigura o futuro. Vida injusta, esta tua, que premeia todo o teu esforço com obstáculos e desilusões. Mas nada foi em vão. Ensinaste-me lições de grande valor. Incutiste-me valores que poucos são aqueles que se podem gabar de os ter. Moldaste-me, não só com as tuas qualidades mas também com as tuas fraquezas. És parte de mim. Por isso sei que, quando partires, sentirei saudade mas nunca te direi adeus.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Qual é o oposto do amor? Certamente que a tua resposta será o ódio. Estás errado. A resposta certa é a indiferença. O ódio é, por si só, também um afecto que, porventura, pode ser melhorado. Por isso é que, nos dias de hoje, poucos são aqueles que amam, poucos são aqueles que sentem com veracidade os sentimentos que dizem sentir. Mas tu não foges à regra. Como forma de protecção ficas indiferente a tudo o que te rodeia. Jogas pelo seguro. Acomodas-te àquilo que não te faz feliz mas também não te faz triste, ou seja, que te é indiferente. Como forma de achares que, somente por uns instantes, soubeste o que é sentir a pura loucura das emoções optas por falsas escolhas que te proporcionam tal efeito, que aligeiram o crime de não estares a agir de acordo com os valores e as normas incutidos pela sociedade. No pior cenário tornam-se vícios. E depois? Voltas de novo à normalidade, à corrupção do quotidiano, à putrefacção das relações que se estabelecem por mero interesse mas que, por amparo teu, gostas de pensar que retratam a pura amizade. Cresces, casas-te, reproduzes-te, lutas constantemente pela estabilidade (pois dizem que assim é que deve ser feito), ficas velho, apodreces algures onde, por amor, te deixaram e, no final, sentes-te realizado. Percorreste o caminho ao qual estavas destinado, não fugiste ao padrão comum. Por fim morres embora saibas que há muito te tornaste um inválido.